Uma receita simples, desenvolvida a partir de amidos vegetais, pode ajudar a conservar alimentos por mais tempo. Essa foi a proposta de uma aula prática ministrada pelo engenheiro agrônomo e docente Fellipe Cantareli aos alunos de Ciências Agrárias da Universidade do Agro | Uniube Goiânia.
Durante a atividade, os estudantes produziram biofilmes e aplicaram a cobertura em frutos para acompanhar os efeitos sobre sua conservação. A experiência permitiu observar como essa película protetora atua na superfície dos alimentos, contribuindo para retardar sua deterioração e prolongar sua vida útil.
“Os biofilmes de origem vegetal representam uma alternativa sustentável para a conservação de alimentos. Além de ajudarem a preservar características como aparência, firmeza e valor nutricional, esses materiais são biodegradáveis e podem ser produzidos a partir de matérias-primas renováveis, inclusive resíduos da agroindústria. É uma tecnologia que une inovação e sustentabilidade, contribuindo para reduzir o desperdício e tornar a cadeia produtiva mais eficiente”, explica o professor Fellipe Cantareli.
A atividade aproxima os estudantes de soluções tecnológicas aplicadas ao setor agropecuário e demonstra como o conhecimento científico pode contribuir para enfrentar desafios da produção de alimentos, desde a conservação até a redução de perdas ao longo da cadeia produtiva.
Biofilmes: tecnologia a favor da conservação de alimentos
Produzidos a partir de matérias-primas naturais e renováveis, como amido, fécula de mandioca, proteínas e algas, os biofilmes podem formar uma camada protetora sobre a superfície dos alimentos. Essa película atua como uma barreira semipermeável, ajudando a regular as trocas gasosas e a perda de umidade, processos que influenciam o amadurecimento e a deterioração de frutas e hortaliças.
Além dessa função, os biofilmes podem incorporar compostos com propriedades antioxidantes e antimicrobianas, ampliando seu potencial de aplicação na conservação dos alimentos. Por serem biodegradáveis e utilizarem matérias-primas renováveis, também despertam interesse como alternativas aos materiais plásticos convencionais, contribuindo para pesquisas voltadas à redução do desperdício de alimentos e dos impactos ambientais.