Mestranda em Engenharia Química da Uniube é pioneira no uso de IA na produção de lentes

19 de outubro de 21
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A ex-aluna do Programa de Pós-graduação em Engenharia Química da Uniube, Andreia Duarte Menezes, realizou uma dissertação sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) no desenvolvimento de lente (vidro). A pesquisa é pioneira mundial e utiliza o metal mais produzido em Minas Gerais, por meio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), o nióbio. As publicações do projeto terão destaque em 2022, intitulado como Ano Internacional do Vidro.


A pesquisa de Andreia buscou novos vidros ópticos guiados por Inteligência Artificial com o nióbio, o que possibilitou a produção mais rápida e, consequentemente, a otimização do processo. Um ponto de destaque sobre o projeto é que foi a primeira vez no mundo que se utilizou IA no desenvolvimento de uma lente. "Vidros especiais que exibem altos índices de refração são essenciais ao desenvolvimento de sistemas ópticos utilizados em nossa vida moderna, tais como: lentes para realidade aumentada, microprojetores, câmeras de segurança e de ré. Os elementos que aumentam o índice de refração e que facilitam a etapa de fusão são: chumbo, bário, arsênio e telúrio, mas esses são prejudiciais aos seres vivos e ao meio ambiente. Por outro lado, sabe-se que o nióbio, usado na pesquisa, o lantânio e o tântalo também aumentam significativamente o índice de refração de vidros e não são tóxicos", explica a mestranda.


A dissertação foi orientada pelo professor doutor Edilberto Pereira Teixeira e coorientada pelo professor doutor Edgar Dutra Zanotto, uma autoridade internacional na fabricação de vidros. A produção foi feita ainda em parceria com a CBMM e defendida neste semestre pelo PPGEQ. "Um dos objetivos da pesquisa foi comprovar o papel do nióbio em evitar a cristalização, aumentar o índice de refração e melhorar a resistência à corrosão, quando comparado com o lantânio e com o vidro comercial mais resistente quimicamente no mercado, o BK7", complementa.


 Andreia sempre amou estudar e decidiu ingressar no mestrado para começar um novo desafio. Após defender a dissertação, a ex-aluna já iniciou doutorado na área e planeja potencializar as pesquisas para contribuir para o desenvolvimento tecnológico do país. "Trabalhei por 22 anos na CBMM, participei de importantes projetos de inovação na  criação/construção de equipamentos para controle de processos e produtos, certificações que colocaram a CBMM em novo patamar de excelência e pronta para lançar novos produtos ao mercado. Decidi ingressar no mestrado Uniube como o primeiro passo para a realização de um grande sonho, que é repassar tudo que vivi e aprendi ao longo da minha carreira aos jovens que desejam  ingressar na indústria", finaliza.