Hospital Mário Palmério realiza primeiro transplante intervivos

23 de janeiro de 17
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O MPHU realizou o primeiro transplante intervivos, no qual é possível que órgãos ou tecidos sejam doados estando vivo o doador. Nesses casos, a decisão é de exclusivo arbítrio do doador que, num gesto solidário e altruístico, faz a doação.


A doadora, desse primeiro transplante, foi Jane Mendes de Souza Assunção, de 38 anos, que autorizou a retirada do seu rim esquerdo, para seu irmão de 35 anos, que sofria de uma doença renal crônica em fase terminal.


Os profissionais coordenadores do transplante foram a enfermeira Camila Alves Pereira Barros e o médico nefrologista Fabiano Bichuette, com a equipe médica composta pelos médicos Mariana Salomão – nefrologista; Sérgio Anacleto – urologista; Marcelo Bianco -  urologista; Alberto Porto – urologista; Laercio Manguci – urologista e Maurício Pedrine – anestesiologista.


 Na doença renal crônica em fase terminal, o transplante é a única alternativa de tratamento e, nesse processo, tanto o paciente quanto os familiares podem ser afetados profundamente. O transplante realizado com doador vivo oferece vantagens, pois como possibilidade terapêutica de escolha, é um procedimento que favorece a redução do tempo na fila de espera, aumentando a sobrevida do paciente, além de favorecer a qualidade de vida do mesmo e das relações familiares. Dentre os vários serviços que o Mário Palmério Hospital Universitário oferece à população, o Transplante Renal ganha destaque considerando que é o primeiro serviço de alta complexidade credenciado pelo Ministério da Saúde. Assim, o grande desafio do Programa de Transplante Renal do MPHU é contribuir expressivamente com o aumento do número desses procedimentos, sempre com qualidade e excelência de resultados, visando a realização de, aproximadamente, 40 transplantes por ano.


Após o transplante, o paciente encontra-se bem, enxerto funcionante, com diurese presente, tendo recebido alta hospitalar no último dia 20 de janeiro. A doadora encontra-se bem, cirurgia sem intercorrências, recebendo alta no último dia 17.


Esse serviço tende a resumir a proposta institucional de atender a pacientes da rede pública ou privada, sem distinção, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes de todo o Triângulo Mineiro.


"Estou muito satisfeita por poder ajudar meu irmão, a vida na hemodiálise é muito triste, doei com muito amor", conclui Jane.