Extensão: alunos do projeto Circo da Saúde participam do Terço Vivo

10 de maio de 19
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Os alunos do projeto de extensão Humanização Circo da Saúde participaram nesta quarta-feira (08) do Terço Vivo, evento tradicional do Colégio Marista Diocesano. A celebração visa reunir alunos, pais e comunidade para um momento de oração e coroação de Nossa Senhora. Na oportunidade, os integrantes do projeto, vestidos de palhaços, levaram a folha de palma, simbolizando a alegria, tema do evento.


De acordo com a coordenadora do projeto, médica pediatra Kellen Cristina Kamimura Barbosa Silva, a participação do circo no evento do colégio é de valor inestimável. “O aluno tem a oportunidade de participar de um momento ímpar para a formação dele, de contato com a religiosidade e expansão das ações, além do aprendizado em sala de aula. Ele vem a um colégio, a um evento religioso e tem contato então com essa questão da fé, com a questão da expressão da alegria, atrelado aos valores humanos e, ainda, na formação da criança fora do ambiente universitário. Ele atinge a criança em outro recinto, no recinto da escola, e participa na comunidade de um evento famoso e tradicional”, enaltece.


A vice-diretora educacional do Colégio Marista, Maria Cristine Vieira Castro, também destaca a importância de participações como essas de alunos graduandos, muitos, ex-alunos do próprio colégio. “Os meninos do Circo da Saúde, dão de si o que eles têm de melhor, eu acho que solidariedade é isso. Amor ao próximo é isso, é dar o que tem de melhor”, continua.


E para a estudante Luiza Miziara Brochi, do 5º período de Medicina da Uniube, o Circo da Saúde é uma oportunidade prática de aprimorar conceitos importantes como empatia, respeito ao próximo, humanização nas relações interpessoais e nos serviços de saúde e alegria como “válvula de escape” e ferramenta terapêutica. “Nesse quesito, sinto que estou em constante aprendizado nas práticas e nas trocas de experiência com os outros membros do projeto.   O Circo me apresentou a figura do palhaço besteirologista, e vem me ensinando a utilizá-la como estratégia de interação com outras pessoas, para transmitir alegria e aliviar sofrimentos” compartilha.


Integrante do projeto desde dezembro do ano passado, Luiza conta a emoção sentida desde a primeira prática. “Não importa se tivemos o dia mais cansativo e difícil de todos, tudo isso é esquecido no momento em que nos vestimos de palhaço, pois nós realmente nos tornamos aquele personagem. E ele, assim como a criança, possui alma inocente, despreocupada, e talvez por isso a interação dos dois seja tão natural.  Cada dia que passa, o significado que venho construindo dentro de mim a seu respeito é de uma família. Uma família em que cada membro tem uma personalidade e um curso diferente e que se uniu porque todos possuem algo forte em comum: acreditam no poder transformador de um sorriso. Essa é a nossa maneira de fazer a diferença”.


O projeto Humanização Circo da Saúde foi criado em 2005. Ele tem como objetivos a capacitação de graduandos do setor da saúde para o atendimento humanizado, além disso a promoção de práticas que utilizam a alegria como auxílio terapêutico. “A ideia da criação do projeto surgiu a partir do advento do Clown Care Unit (Besteirologia, como é tratado em português), baseando-se na forma como os Doutores da Alegria levam arte aos hospitais. Hoje, no formato de Projeto de Extensão, o Circo da Saúde é formado por 34 acadêmicos, sendo eles de diversos cursos da área da saúde, como Fisioterapia, Medicina, Psicologia e Odontologia. As atividades práticas são realizadas no Hospital da Criança de Uberaba(MG) e as ações promovidas pela Circo da Saúde são estendidas à nossa comunidade acadêmica e à sociedade”, explica a estudante.