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Pesquisa de professora da Uniube revela resistência e riscos de bactéria presente na carne do frango


A professora do Programa de Pós-graduação em Sanidade e Produção Animal nos Trópicos (PPSPAT) - Mestrado, Dra. Roberta Torres de Melo, tem duas pesquisas em andamento na Universidade de Uberaba sobre a identificação e caracterização do micro-organismo Campylobacter jejuni. Segundo estimativa do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), mais de 1,3 milhões de pessoas são afetadas pela bactéria no Estados Unidos anualmente. E pelo European Centre for Disease Prevention and Control, foram mais de 230 mil casos registrados de infecção pelo micro-organismo na Europa.

No Brasil, de acordo com a professora, a Campylobacter é totalmente subnotificada. “Não temos a obrigatoriedade, via legislação, de realizar a análise desse micro-organismo em nossos produtos, não sabemos a real situação que o país se encontra, nem o real número de pessoas acometidas com campilobacteriose. Dessa forma, nossa pesquisa visa, além de identificar o patógeno em produtos cárneos, principalmente na carne de frango, também conhecer as características desse micro-organismo relacionada à resistência a antibióticos para tratamento em humanos, resistência a agentes desinfetantes comumente utilizados nas indústrias, se a bactéria apresenta fatores genéticos ligados à virulência, entre outros”, explica.

Ainda segundo Roberta, essa pesquisa é de grande contribuição para a sociedade, já que visa informá-la dos riscos que a exposição a produtos contaminados pela bactéria pode causar. Na Uniube são desenvolvidos dois estudos. O primeiro trata a resistência antimicrobiana de Campylobacter, isolada de alimentos humanos e a comparação do nível molecular entre cepas de diferentes origens. “Abrange também a resposta a estas drogas quando as bactérias se encontram na forma de biofilmes, que representa comunidades bacterianas altamente especializadas em se manter viáveis sob condições de estresse. Os resultados iniciais mostram que os principais antibióticos utilizados no tratamento, não são eficazes na bactéria na forma de biofilme e mostra também certo grau de similaridade genética entre as cepas de origens distintas”, complementa.

Já o segundo estudo avalia outra forma diferente que tais micro-organismos assumem em condições de estresse, inclusive na carne do frango, conhecidas com viáveis e não cultiváveis (VNC). “Células VNC não são detectáveis em testes diagnósticos de rotina laboratorial, sendo possível a sua detecção no alimento apenas a nível molecular, mas os estudos preliminares indicam que podem manter a capacidade de causar doença”, esclarece.

A pesquisa conta também com a participação de quatro alunas, sendo duas de Iniciação Científica: Ana Carolina de Souza Santos e Maria Eduarda de Lourdes Vaz, uma aluna de TCC: Letícia Silva Santos e uma aluna do PPSPAT: Vassilikí Jaconi Stamoulis. “As discentes estão em andamento com as pesquisas de resistência antimicrobiana da bactéria em biofilme e na forma planctônica, com as análises moleculares relacionadas para avaliação do nível de proximidade genética, e com os estudos de avaliação do RNA das formas VNC desse micro-organismo. Esses trabalhos representam estudos inovadores que podem contribuir para além da aprendizagem, mas também para instigar a importância do micro-organismo e seus riscos para população”, pontua a Dra. Roberta.

A professora conclui: “Buscamos sempre demonstrar a importância desse patógeno aqui no país para assim mobilizar as autoridades sanitárias quanto à obrigatoriedade também de se realizar um controle e principalmente monitoramento desse micro-organismo, assim como temos para Salmonella”.

 A Bactéria

Campylobacter jejuni é uma das principais causas de diarreia com disenteria. Os sintomas aparecem após dois ou quatro dias e geralmente duram entre cinco a dez dias. Eles incluem dor abdominal, febre, náuseas e vômitos e diarreia aquosa, às vezes com sangue. Em menos de 1% dos casos, pode ocorrer o desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré, que é uma doença autoimune que atinge os neurônios e, sem tratamento, pode evoluir para óbito por insuficiência respiratória.

Em geral, a bactéria se encontra no trato digestivo de muitos animais, sejam gados, porcos e principalmente aves. A fezes desses animais podem contaminar a água, a carne e até mesmo o leite não pasteurizado. A transmissão ocorre através da ingestão de água não tratada, leite cru ou carne mal cozida.

 


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