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Sucesso no lançamento de livro da gestora do curso de Pedagogia


Uma noite de autógrafos marcou o lançamento do novo livro de Renata Teixeira Junqueira Freire, coordenadora do curso de Pedagogia, da Universidade de Uberaba (Uniube). A solenidade aconteceu no auditório D56, no campus Aeroporto e reuniu professores, familiares, amigos e alunos da autora.

O livro “Deixa eu pensar. Agora, de verdade, deixa eu pensar” é fruto de estudo sobre interações criança-criança nos processos de alfabetização e letramento. Renata trabalhou com pesquisas dentro de escolas, durante um ano, para levantar os dados que deram origem à obra.

O trabalho da autora foi destaque na mídia impressa. A jornalista e coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Uniube, Celi Camargo, escreveu reportagem especial publicada no Jornal de Uberaba. O texto na íntegra, você confere abaixo:

 Por Celi Camargo

“Deixa eu pensar. Agora de verdade, deixa eu pensar”. A frase não é de um filósofo contemporâneo, mas é o título escolhido para o livro que a pedagoga Renata Teixeira Junqueira Freire lança no próximo dia 22, no anfiteatro D 56 da Uniube. A autora da frase é uma criança, que na época tinha 8 anos de idade, quando a pedagoga desenvolveu a pesquisa de doutoramento tendo como sujeitos da amostragem, alunos da Escola Municipal Niza Guaritá, no Manoel Mendes.

A pesquisa, que deu origem ao livro foi realizada entre os anos 2000 a 2004 e investigou como uma criança influência outras crianças no convívio escolar. A obra é indicada a todos que trabalham com a educação infantil, pois mostra os diferentes níveis da relação entre as crianças. Essas relações, conforme relatado pela pedagoga, envolvem a colaboração, a negociação, o acordo e o desacordo, eco e repetição. Há também nesta relação pontos negativos observados em algumas crianças como a subserviência, a submissão.

E foi com o objetivo de mostrar como a socialização na escola influencia no modo de ser, de pensar e de se relacionar da criança, que a pesquisa foi realizada.  Desta forma o livro visa contribuir para um melhor direcionamento pedagógico, possibilitando ao docente perceber e adotar modelos pedagógicos que se adequem ao perfil dos alunos. “É preciso perceber que as crianças hoje são diferenciadas. Não ficam mais naquele modelo de uma criança atrás da outra dentro de sala de aula. Elas se interagem mais, são mais ativas”. 

Cerca de 200 crianças fizeram parte da pesquisa da pedagoga. Todas com idade entre 7 a 8 anos de idade. Na época, segundo ela, a escola Niza Guaritá recebia alunos do Maringá, José Barbosa, bairro D’Lourdes, Residencial 2000 e do próprio bairro Manoel Mendes. Renata Junqueira se recorda de uma passagem em que um aluno, muito arredio e bravo, fruto de uma vida cheia de dificuldades, teve a bicicleta que usava como meio de transporte roubada na porta da escola. 

“Como a escola não tem um lugar para guardar a bicicleta?”, bradou o menino. Segundo Renata ele ainda foi enfático: “se tem lugar para guardar carro, tem que ter lugar para guardar bicicleta”.  A pedagoga guarda o fato pela capacidade de ilação da criança com apenas 8 anos de idade.  

Idealismo marcou escolha de Renata

Renata Teixeira Junqueira Freire é filha de Ney Junqueira, dono da TV Uberaba, a primeira emissora da cidade, que o empresário dirigiu até os últimos anos de vida. A mãe, a advogada Beatriz dos Santos Teixeira observade perto as atividades desenvolvida pela única filha mulher, dentre os quatro filhos que teve com Ney de quem se separou no final da década de 1980.

Ela poderia trilhar pelos caminhos da comunicação ou do direito, mas preferiu seguir a vocação da avó paterna, dona Leonor e da tia Maria que eram professoras do ensino fundamental. Fez magistério no Colégio Marista Diocesano, ingressou para o curso de Letras na Uniube e depois transferiu-se para o curso de Pedagogia, na própria instituição. “Sempre gostei muito de gente. Queria fazer algo social que pudesse contribuir com o mundo. No Marista sempre ouvia o seguinte questionamento: ‘o que você vai fazer para deixar o mundo melhor?’ Decidi ser professora”, explicou.

Logo que concluiu o magistério, aos 17 anos, Renata iniciou o curso de letras e começou a lecionar na escola Jean Piaget. As experiências de sala de aula provocavam nela algumas inquietações da maneira com que as atividades eram feitas, de modo muito robótico. Ela sentiu a necessidade de aperfeiçoar nesta área e fez um curso de educação pré-escolar, com a professora Tereza Maria Machado Borges. Esta professora, foi a inspirou Renata a migrar para a pedagogia. E hoje a área de pedagogia de Uberaba agradece essa aquisição, pois Renata Junqueira tem dado grande contribuição na área.

Carreira – Renata é casada com o professor Paulo Freire (homônimo do pedagogo brasileiro Paulo Freire), diretor da escola Sesi Minas e mãe de dois filhos, Paulo Renato e Lara Teixeira Junqueira Freire. A tese de doutoramento é o “terceiro filho” de Renata e foi concluída em 2004 pouco antes do nascimento da filha dela. O menino, mais velho nasceu durante o doutoramento.

Toda essas atividades da vida pessoal e de pesquisadora ela dividiu com o trabalho que nunca deixou de exercer. Atualmente é diretora do curso de Pedagogia Presencial da Uniube, mas para chegar até esse cargo, caminhou muito, inclusive dando aula em escola da zona rural. Uma passagem que ela lembra com saudades.

“Eu passei no concurso da Prefeitura para dar aula na zona rural. Fui lecionar na Fazenda do Arnaldo Machado Borges. Na sala de aula crianças de 1ª a 4ª séries, tudo junto. Os meninos tinham muito conhecimento das coisas naturais do mundo no campo,” relembra. “Um dia entrou uma cobra na sala e o menino matou. Mesmo morta a cobra ficou mexendo e o aluno me explicou: ‘calma professora, cobra venenosa quando morre fica estrebuchando’”, conta ela aos risos.

Para dar aula na Fazenda Renata acordava às 5h30 da manhã e percorria os 30 quilômetros até chegar à escola. À tarde ela lecionava na escola Pingo de Mel. Uma rotina cansativa da qual ela extraiu muito aprendizado. Após passar em outro concurso da prefeitura, Renata assumiu a direção da Escola Municipal Niza Guarita, onde ficou por 5 anos e de lá saiu para assumir a direção do Colégio Marista onde lecionava. No Marista ele ficou por 7 anos e de lá saiu há dois anos para assumir na Uniube.

Renata é do tipo que adora ser professora e o prazer é refletido na forma como ela fala do trabalho. Porém, como em toda profissão existem as inconformidades, a pedagoga se recente do fato de a profissão ser tão desvalorizada e para sobreviver o professor tem que ter de dois a três empregos. “É muito difícil pensar na evolução de um país, sem pensar no investimento na educação”, conclui.


http://www.uniube.br/conteudo2.php?p=4&m=&c=1274


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